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Nascida como Vila dos Farrapos no ano de 1910 (século XX), a
Vila Madalena levou muitos anos para chegar ao "status" de
bairro moderno. Somente na década de 50, as ruas de terra
começaram a ceder lugar ao asfalto e a Vila foi ganhando, em seu
arruamento, os contornos de um bairro planejado. A existência
dos cemitérios de São Paulo e do Araçá movimentou a região por
muitos anos, integrando-a à rotina da cidade. Com sua
localização privilegiada, pela proximidade do bairro de
Pinheiros e com a tranqüilidade de suas ruas, a Vila Madalena
passou nos últimos anos por grandes transformações. De bairro
ocupado predominantemente pela classe média, evoluiu com o
surgimento de muitas incorporações de prédios de apartamentos de
padrão médioalto e mesmo de altíssimo padrão.
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estação do transporte subterrâneo,
a Estação Vila Madalena, integrada à linha Verde que vai até o bairro de
Ana Rosa, atravessando ao longo da avenida Paulista, até cruzar
com a linha azul, mais conhecida como norte-sul.
Infraestrutura e Industrialização
Todavia as crescentes e continuas
exportações de produtos agrícolas, expressivamente o café,
permitiram o aglutinamento das primeiras indústrias de São
Paulo, favorecidas com o excesso de mão-de-obra imigrante
disponível, alocadas junto as margens do rio, perto dos ramais
ferroviários. As fabricas vão desenhar um novo perfil urbano e
econômico na cidade, acelerando seu crescimento e ampliando sua
infraestrutura de transportes e energia. Esse processo de
industrialização vai se acelerando nos anos 30, com a crise do
café e da bolsa de Nova York, consolidando sua importância na
economia paulista.
A cidade amplia velozmente sua
mancha urbana, atingindo os limites dos rios Tietê e Pinheiros,
estruturando nela extensa rede de bondes elétricos e
melhoramentos urbanos.
As exportações crescentes de café
levaram a capitalização de recursos que permitiram a formação das
primeiras indústrias de São Paulo, favorecidas com o excesso de mão-de-obra
imigrante disponível. Implantadas ao longo dos terrenos das várzeas dos rios, como o rio
Pinheiros e Tietê, por onde passavam as ferrovias, as fábricas irão
criar o novo perfil urbano e econômico da cidade, acelerando seu crescimento e
ampliando a infra-estrutura de transportes e energia.
O processo de industrialização
vai se acelerar nos anos 30, com a crise do café em função da quebra da
Bolsa de Nova York, consolidando sua importância na economia paulista.
As ferrovias passam a articular
uma rede de subúrbios operários constituídosno entorno de suas estações,
dando início a um processo preliminar de metropolização. A cidade amplia velozmente sua
mancha urbana atingindo os limites dos rios Tietê e Pinheiros,
estruturada numa extensa rede de bondes elétricos e melhoramentos urbanos diversos,
principalmente em sua área central, em início de verticalização. O
Viaduto do Chá rompe a barreira do Vale do Anhangabaú e a promove a expansão
de bairros de elite na parte nova da cidade (como Jardim América,
Paulista e Europa, Alto de Pinheiros etc.), enquanto consolidam-se os bairros
e vilas operárias nas proximidades das fábricas. O automóvel se torna
comum na cena urbana, transformando praças tradicionais e espaços públicos
em áreas de estacionamento.
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