Em 1954, quando dos 400 anos da cidade, São Paulo se coloca como
uma
das maiores cidades do mundo e principal metrópole industrial
latino-americana, abrigando por volta de 2,75 milhões de
habitantes. A verticalização intensa da área central e a
velocidade de seu desenvolvimento urbano eram motivos de orgulho
dos paulistanos, que então viviam "na cidade que mais cresce no
mundo".
A estrutura urbana tornou-se
complexa, com a pressão do aumento dos automóveis nas áreas
centrais induzindo a transformações radicais em sua malha
viária. Sob o prefeito Prestes Maia a cidade assume sua opção
pelo rodoviarismo, implantando um anel de avenidas envolvendo
seu centro histórico e transforma o Parque do Anhangabaú em
parte de um corredor viário que cruza a mancha urbana no sentido
Norte-Sul, ligando a Av. Tiradentes com às recém criadas
avenidas 9 de Julho e 23 de Maio. O rio Tietê é retificado em
seu percurso urbano e recebe avenidas expressas em suas margens.
Nesse ano a cidade ganha um de seus cartões postais e símbolo
expressivo de modernidade, o Parque do Ibirapuera. Preenchendo
seus vazios internos com loteamentos aleatórios, a mancha urbana
se adensa, cumprindo a frase ufanista da época "São Paulo não
pode parar". A cidade começa também a inchar em sua periferia
como resultado do intenso movimento migratório iniciado após os
anos 30, principalmente dos estados do da região Nordeste do
Brasil.